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Propagação de corais no aquário

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Há muitos anos, chegamos no ponto em que o aquarismo de corais não é mais mistério, e muitos aquaristas aproveitam o sucesso de seus aquários para procedimentos que já foram exclusividade de hobistas avançados.

 A propagação de praticamente qualquer tipo de coral em cativeiro é uma realidade.

Muda de Acropora recém introduzida no aquário

 Propagar corais no aquário muitas vezes surpreende outros aquaristas, pois há poucos anos, ainda persistia o mito de que corais apresentam crescimento extremamente lento.

Na verdade, como sabemos, corais crescem muito rápido em aquários se o método de manutenção do corpo aquático for adequado.

Crescem tanto e tão rápido, que hoje em dia tem-se que levar em conta a quatidade de corais que se coloca no aquário, pois em curto espaço de tempo a competição por espaço entre os animais faz com que o aquarista tenha que fazer a difícil escolha de qual coral retirar do  aquário a fim de manter o sistema livre de problemas.

Corais da família Acroporidae, por exemplo, apresentam em aquários crescimento igual ou mais rápido que no ambiente natural.

São animais que se desenvolvem muito rápido, e na natureza colonizam de forma pioneira recifes danificados.

Corais duros podem ser propagados e atingir dimensões consideráveis em pouco tempo, em relação ao coral que os geraram. Dependendo da dimensão da colônia-mãe, a muda pode chegar a seu tamanho após apenas um ano do “corte”.

Deve-se, no entanto, observar os seguintes pré-requisitos nas condições físico-químicas da água do aquário para iniciar o processo de propagação controlada:

A temperatura da água deve ser mantida estável.

A gravidade específica da água deve preferencialmente estar o mais próximo possível do da água natural do mar em ambientes de recifes de corais.

A reserva alcalina deve se situar em torno de 2.3 meq/L.

Outra espécie de Acropora', já se desenvolvendo no aquário

Não podem estar ocorrendo casos de infecção bacteriana ou outras doenças que afetem invertebrados.

O animal a ser propagado deve estar na plenitude de sua saúde, já que o trauma imposto pelos métodos utilizados geralmente não são suportados por animais fragilizados.

Após a adequação a estes pré-requisitos, aquarista e animais encontram-se em condições de proceder à propagação.

Métodos

Existem várias maneiras de se obter mudas a partir de corais duros, e entre os métodos praticados por empresas, estudiosos e aquaristas, os mais seguros são;

· Colonização de um novo substrato;

Semelhante ao que acontece na coleta de alguns corais, onde mergulhadores conscientes, diante de colônias muito grandes, colocam pequenas peças que servem de substrato ao seu lado, de maneira a fazer com que alguns indivíduos colonizem-no, tornando mais simples a coleta em mergulhos posteriores.

Muda de acroporídeo já fixada, crescendo sobre a rocha em que foi colocada

O aquarista pode replicar isso colocando um fragmento de rocha viva do próprio aquário (que não contenha algas filamentosas ou marrons, ou, melhor ainda; que esteja coberto por algas calcárias), e colocá-lo ao lado de uma colônia que deseja propagar.

Geralmente essa técnica dá bons resultados com corais duros de crescimento rápido como Acropora spp, Montipora spp, Porites spp, e outros corais que produzem galhos, além de ser possível obter-se excelentes resultados com actinodiscos e zoantídeos.

O momento que o aquarista deve considerar propício para a retirada da muda é quando o coral ou colônia-mãe já cobriu parte da pequena rocha.

O aquarista então deve provocar uma fratura no esqueleto do animal, ou cisão do tecido conectivo, para separá-las.

Animais de maior porte também podem se  beneficiar desse método, mas nesses casos o processo é bem mais lento.

 No caso de corais duros, o corte deve sempre ser efetuado de maneira rápida e decidida, usando uma tesoura forte, bem afiada, alicate de corte ou boticão de dentista.

Um coral do tipo "cérebro" antes de ser fragmentado

O instrumento de corte deve ser esterilizado em forno comum a 120oC por 20 minutos, e não conter traços de ferrugem ou áreas oleosas.

· Estrangulamento de um apêndice

O estrangulamento pode ser utilizado em corais galhados. Estrangula-se um galho ou apêndice do animal com um elástico bem apertado, formando um anel.

Os pólipos se retrairão, e isso não é problema.

Assim que acostumar com a presença do elástico, o animal expandirá seus pólipos novamente.

Esse método é pouco agressivo para o coral, pois muitas vezes ele se expande seus pólipos no mesmo dia em que o elástico foi colocado.

Rapidamente, o elástico penetra no tecido do animal, estrangulando-o e provocando um corte que cicatriza em pouco tempo.

Em alguns dias ou semanas, no local onde o elástico estiver atado, dependendo do coral, pode surgir uma protuberância. Caso isso não ocorra, o tecido rescindirá e tornará a tarefa do corte posterior mais fácil.

· Fragmentação de parte do coral-mãe

O aquarista deve utilizar um instrumento de corte afiado e previamente desinfetada, e cortar o apêndice ou galho rapidamente, num só golpe.

Entretanto, apesar de aparentar fragilidade, alguns corais são mais densos do que parecem (como Pavona cactus, por exemplo).

Pode ser necessário aplicar muita força para tirar uma muda de um coral tão duro (são muitas as espécies de coral que são muito mais duros do que parecem ser) esses corais, e o risco de se dilacerar a colônia toda é considerável.

O aquarista deve estudar atentamente o ponto de corte de maneira que a fratura seja facilitada, escolhendo um local do coral onde hajam dobras ou estreitamentos naturais do esqueleto.

Uma muda de coral já estabelecida, pronta para ser colocada em seu local definitivo no aquário

Isso torna o procedimento mais seguro. O aquarista nunca deve cortar corais galhados no seu sentido longitudinal, pois assim provoca uma área muito grande de cicatrização e o risco de infecções é elevado.

Deve-se procurar não tirar mais de uma muda por vez de cada indivíduo, e que ela nunca seja menor que 3 a 4 cm de comprimento.

A maioria dos corais libera uma grande quantidade de muco quando manuseado, por isso nunca se deve cortar ou manusear longamente um coral dentro do próprio aquário.

O muco pode conter filamentos de “acontia”, que prejudicam muito os outros habitantes do aquário.

O galho deve ser enxaguado em água do próprio aquário para que perca o excesso de muco, e só depois ser fixado a um substrato. O excesso de manuseio pode, inclusive, matar vários pólipos por esmagamento pelos dedos do aquarista.

É importante considerar os cuidados para evitar esmagar os pólipos quando se for fazer a alavanca ou apoio na quebra ou corte de um galho.

Caso a operação seja feita fora do aquário principal, o coral-mãe deve ser reposto no aquário imediatamente após o corte, e liberará ainda algum muco até que o local da incisão cicatrize.

Deve-se evitar o retorno de fluidos resultantes da operação para a água do aquário.

Outra muda de coral já pronta para receber seu local definitivo no aquário

· Corte de Corais de Pólipo Grande

Corais de pólipos grandes que produzam galhos, como algumas variedades de Euphyllia spp., seguem a mesma regra de outros corais galhados.

O único cuidado extra é que nunca se deve cortar o tecido conectivo que liga o esqueleto ao pólipo. Esse tecido é bastante delicado e porta de entrada para uma série de agentes patogênicos, se for machucado.

O procedimento para os corais de pólipo grande, assim como para corais cérebro, requer o uso de um tipo de serra. Pode-se tentar cizalhamento, mas essa operação requer muita prática.

Quanto mais afiada e fina a serra, melhor. O crescimento de corais de pólipo grande é bem mais lento do que os de pólipos pequenos, e por isso a retirada de uma porção de tamanho considerável é recomendada.

Nos corais “cérebro” existe geralmente um distanciamento entre os pólipos, mesmo que em muitos essa distância não seja aparente. O tecido que liga um pólipo a outro será inevitavelmente danificado, e as melhores condições para a recuperação do coral mãe e da muda devem ser providenciadas.

A serra deve ser aplicada de maneira a encontrar o máximo possível de tecido não-polipal, de maneira que o menor número possível de pólipos seja diretamente atingido pelo corte. Serrar até o final é muito importante, ao invés de quebrar o esqueleto por torção depois de se efetuar parte do corte, pois, mesmo morto, o esqueleto sofre risco de  de necrosar em contato com certos agentes patogênicos.

Um belíssimo exemplar de coral "cérebro", muito procurado atualmente, antes de ser fragmentado

O coral deve ser retirado da água, e por isso deve estar com os tecidos bem retraídos. Antes de proceder ao corte do esqueleto, o aquarista pode usar um estilete bem afiado e esterilizado para cortar o tecido do animal e evitar com isso dilacerações provocadas pelo uso da serra.

O novo coral deve receber tratamento semelhante às condições em que estava o coral-mãe antes de ser manuseado, tanto em relação à quantidade de luz quanto movimentação de água. Cuidados especiais devem ser tomados em relação a muco e movimentação de água; qualquer acúmulo de muco ou detrito em qualquer um dos dois pode causar infecções.

Retirar mudas desses tipos de coral  só deve ser feito por aquaristas experientes.

· Separação de um ou vários indivíduos completos de uma colônia

Indicado na propagação de anêmonas coloniais de pequeno porte como zoantídeos ou actinodiscos, onde, devido ao tamanho, torna-se impraticável qualquer tipo de operação.

Nesses casos, além do uso da técnica de colonização de um novo substrato, opta-se pela retirada de um ou vários indivíduos completos da colônia.

No caso dos zoantídeos, a colônia é composta de vários “pés” de zoantus, e a retirada cuidadosa de um grupo deles não causa dano à colônia. O aquarista deve escolher um ou vários “pés” saudáveis, robustos, preferencialmente das bordas da colônia.

Interessante forma de propagar um coral mole usando como base de fixação o esqueleto de um coral cérebro

O coral tocado, mesmo que levemente, começará a encolher. Os pólipos murcham e a colônia expele água. Lenta mas decididamente, o aquarista deve soltar o animal da rocha à qual está fixado. Isso pode ser feito com o uso dos próprios dedos, forçando a base do coral a destacar-se da rocha. Infelizmente, esse método (devido à firmeza com que o animal se fixa ao substrato) é arriscado; se o tecido vivo se romper, pode facilmente ser infectado por bactérias ou vírus, e toda a colônia corre risco de ser infectada e destruída.

Isso não é impossível de acontecer, já que muitas vezes, devido ao muco produzido, tanto o objeto como os dedos do aquarista escorregam, danificando o coral.

Colônias de zoantídeos costumam acumular muito detrito em sua base, e é bom evitar a dispersão desse material. Além disso, é altamente recomendável usar luvas e até mesmo óculos protetores ao manusear muitas espécies de corais, pois eventuais “espirros” de água com material proveniente do animal podem causar sérios danos aos tecidos humanos (principalmente aos olhos).

Essa é uma boa hora para o aquarista sifonar a base da colônia, retirando excesso de material. O aquarista deve procurar retirar grupos isolados de animais. Caso deseje retirar um grupo menor, deve-se, com um estilete afiado e desinfetado, cortar o tecido conectivo entre os grupos.

Zoantídeos de maior porte como Palythoa spp. possuem indivíduos fortemente ligados à base da colônia, o que dificulta em muito a técnica acima; nestes casos pode-se utilizar a técnica do estrangulamento, com um elástico entre os indivíduos forçando sua separação da base da colônia.

Diversos corais obtidos a partir de fragmentos, já estabelecidos no aquário após vários meses de sua introdução no sistema

Na propagação de zoantídeos, assim como actinodiscos, pode-se montar rochas mistas, com várias espécies juntas, fazendo belos arranjos.

O aquarista deve apenas precaver-se quanto à compatibilidade dos vários gêneros.

Zoantídeos têm a característica de formar parte de sua estrutura de suporte usando um pouco do substrato a que se fixam. Por causa disso, é necessário observar que a rocha base do indivíduo separado da colônia mãe deve ser do mesmo tipo em que estava afixado.

· Regeneração Controlada

Assim como anêmonas Aiptásia spp, actinodiscos possuem uma notável capacidade regenerativa, e o aquarista pode valer-se dessa característica para propagá-los.

Para a proliferação de mais indivíduos no mesmo local do pólipo-mãe, pode-se simplesmente cortar uma parte de um pólipo com um estilete esterilizado. Dependendo do gênero, o actinodisco apresenta taxas de regeneração diferentes, portanto o aquarista pode fazer vários testes para definir a melhor maneira de cortar e quais actinodiscos respondem melhor a essa técnica.

Fixação

 Após a obtenção da muda, deve-se ater a dois pontos: o coral-mãe deve ficar em local onde receba boa circulação e iluminação, para que possa cicatrizar o mais rapidamente possível.

A muda deve ser fixada a um substrato, para que seja posicionada em local apropriado no aquário.

No caso de zoantídeos e actinodiscos, uma vez o animal recuperado do processo, pode-se alimentá-lo com mais freqüência e com isso acelerar o estabelecimento de uma nova colônia. Na fixação da muda em substrato, o aquarista deve optar por um fragmento de rocha viva que possua boa cobertura por alga calcária.

Nunca se deve utilizar substrato que apresente algas filamentosas ou marrons.

Existem várias técnicas que auxiliam o aquarista na fixação da muda ao substrato, dentre elas;

· Elástico de látex

Deve-se envolver uma superfície da muda no substrato, de maneira que a área lesionada fique em contato direto com o substrato. No caso de múltiplos animais, o melhor a fazer é passar o elástico entre o tecido conectivo e o substrato. O elástico deve assegurar que a muda não se desprenda, entretanto não deve estar muito tensionado, para não provocar a dilaceração da muda.

· Cola à base de cianoacrilato

Pode ser utilizada cola em forma de gel e de líquido. Colas à base de cianoacrilato (tipo “Super Bonder”) são tóxicas, e sempre devem ser manuseadas com segurança. Deve-se preparar as superfícies cortada da muda e do substrato, secando ambos com toalha macia ou papel toalha para facilitar a aderência. Após aplicar uma quantidade moderada de cola nas duas superfícies, juntá-las firme mas delicadamente.

Isso deve ser feito fora d’água, mantendo-se as duas partes juntas com uma leve pressão por dois minutos. Uma vez unidas, enxaguar bem o fragmento, não o mantendo-o em água “nova”, e não  na mesma água em que estava.

Caso o animal libere muita secreção, deve-se proceder à colagem com o animal de cabeça-para-baixo em relação ao substrato de colagem; isso facilitará a secagem e evitará que cola escorra por cima da muda.

Colas à base de cianoacrilato não são flexíveis, portanto o aquarista deve se assegurar de que a muda não sofra nenhum choque ou torção, pois pode soltar-se do substrato. Certos corais não aceitam muito bem essa colagem e soltam-se após um ou dois dias, inutilizando o processo.

Pode-se combinar o uso de cianoacrilato com elástico ou palito de plástico para assegurar o sucesso do processo.

· Cola à base de epoxy

Existem no mercado aquarístico colas especialmente desenvolvidas para esse fim.

Existem também colas à base de epóxi que não contém amianto em sua composição que podem ser usadas.

Esses materiais ,além de permitir a fixação de mudas de corais de maior tamanho, podem ser utilizadas também na montagem de estruturas ou assentamento de rochas em posições complicadas. São disponíveis em forma de bastonete no qual encontram-se dois compostos que, misturados, ficam prontos para uso.

 Deve-se notar que, como toda cola à base de epoxy, estas também não apresentam alto poder adesivo, e irão funcionar mais como preenchedores de lacunas à qual a muda estará posicionada.

Quando seca, formará um molde do qual a muda não poderá soltar-se. Sua composição permite que o tecido do coral possa colonizar a superfície da massa já endurecida sem maiores problemas, inclusive com o crescimento de algas calcárias sobre as áreas não colonizadas, dando um aspecto natural ao resultado final.

Colas à base de epoxy específicas para uso em aquarismo curam sob a água, liberando calor no processo; isso é normal.

Quando adicionadas ao aquário e antes de completamente curadas, essas colas lançam compostos coloidais na água, que fazem com que o skimmer trabalhe vigorosamente.

Entretanto, segundo os fabricantes, estes compostos não são tóxicos, e uma vez curada, a massa não lançará ou dissolverá composto de nenhum tipo na água.

Na fixação da muda, o aquarista deve preparar uma pequena bolinha de cola e colocá-la no substrato escolhido, e então apanhar a muda, “enterrando-a na bolinha. Em seguida, fazer o acabamento, espremendo a massa nas reentrâncias do substrato e assegurando-se de que a muda está ajustada à massa sem folgas.

Quanto menos manuseio melhor, pois os dedos vão se impregnando de cola, ela seca rapidamente e todo o procedimento pode ser prejudicado.

Muitas vezes o aquarista tem que preparar nova massa, pois a anterior já perdeu toda a aderência. Isso é ruim, pois estressará a muda e o aquarista, prejudicando o resultado final.

Colas à base de epoxy permitem utilizar substrato de fixação de  maior dimensão e colonizá-lo facilmente com vários organismos diferentes, montando rochas mistas de rara beleza.

Entretanto, diante dessa facilidade, aquaristas muitas vezes cometem erros primários de não anteverem o crescimento ou expansão do animal ou colônia, causando danos a estes animais a médio prazo.

Deve-se lembrar do tamanho do coral-mãe e calcular o devido espaçamento entre as mudas para que não ocorra prejuízos no futuro.

Caso seja utilizada em larga escala, durante a cura do epóxi é recomendada uma diminuição da ação do skimmer e o aumento do uso de carvão ativado, de maneira que sejam removidos quaisquer compostos nocivos rapidamente.

O aquarista deve estar atento a não exagerar no uso de epoxy.

Com a prática, perceberá que obtém melhor resultado com uma fina camada de cola do que com uma massa grande e disforme, tanto esteticamente quanto na fixação.

· Redes

Essa técnica pode ser utilizada para fixar actinodiscos, principalmente. Como esses animais apresentam muito pouca consistência e liberam muita secreção, tornando-se escorregadios, fica difícil segurá-los e ainda mais colá-los em substratos.

Para isso, pode-se valer do uso de redes plásticas elásticas de malha bem grande (tipo meia elástica feminina, ou aquele tipo de malha plástica de saco de limão dos supermercados), de aproximadamente 1 cm de vão quando esticada. Passa-se essa rede por sobre um ou, o que é mais comum, vários pólipos ao mesmo tempo, mantendo-os presos ao substrato.

A rede também deve ser fixada, e para isso, o uso de meias elásticas facilita o processo. As mudas de actinodiscos devem ser encolhidas ao máximo, a fim de determinar a malha da rede a ser utilizada.

Com o tempo, a rede pode ser retirada, já que o animal fixa-se com mais aderência à rocha do que à rede.

Cuidados

O tempo que a colônia-mãe e os futuros corais passam fora d’água também é muito importante; quanto menor for esse período, melhor, pois os animais sofrerão menos.

Deve-se evitar tirar mais de uma muda do mesmo coral ao mesmo tempo, para prevenir vários pontos de cicatrização, pois isso potencializa a ocorrência de agentes patogênicos.

Em casos raros, de coral em via de morte, pode-se tentar propagá-lo em várias mudas para poder descartar o tecido comprometido.

Como em casos assim não há escolha, deve-se tentar salvar o que sobrou do coral cortando apenas o tecido não afetado e fixando as mudas a seguir.

Montipora spp, espécie de fácil propagação em aquários a partir de fragmentos

Deve-se prestar muita atenção à higiene necessária no uso de todas as ferramentas e apetrechos utilizados no processo.

Conclusão

A propagação com objetivo de trocas entre aquaristas tem a característica de manter em vários aquários espécies interessantes ou raras, de maneira que o risco de perda dessa espécie para o aquarismo se torne diluída. Em caso de acidente, o aquarista saberá que uma determinada espécie pela qual tenha grande apreço está segura, mantida por um aquarista amigo.

De todas as formas que se encare a propagação em cativeiro, portanto, pode-se verificar grandes vantagens aos aquarista.

Além disso, a propagação de corais e outros animais em aquários é uma das formas de se evitar pressão no ambiente natural por conta de coleta excessiva. Mesmo contando com regulamentação rígida imposta por diversos países em relação à manutenção e coleta de animais, infelizmente ainda existe muita coleta ilegal.

A propagação controlada é uma alternativa excelente para todo o mercado aquarístico, e, quando bem executada, evita ainda problemas decorrentes de animais coletados no ambiente natural que podem ser portadores de  agentes patogênicos prejudiciais quando introduzidos inadvertidamente em aquários.

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